Por MamãeAi, ai, ai, que saudades da nossa princesa!!!
Essa vida de mãe de dois não é fácil, não! Percebam o conflito interno que sofre uma recente mãe de dois filhos lindos e maravilhosos: por um lado, o anseio de se dedicar exclusivamente ao bebezinho recém chegado ao mundo e totalmente dependente de nós; por outro, uma saudade indescritível dos dias em que tinha a companhia permanente de uma filha linda, que o tempo todo chama a mãe, pede a mãe, quer a mãe...
Agora a pequena menina passou a ser a irmã mais velha, e surpreende compreendendo que não dá pra exigir a atenção da mãe a todo o momento, pois o bebezinho evidentemente precisa mais da mãe do que ela.
Sendo assim, aceita numa boa os cuidados vindos de outras pessoas queridas e especiais, do pai, da avó, do avô que a convida pra viajar, da amiga que a convida pra passear, e por aí vai.
Quem sofre mais é a mãe, que percebe com nitidez sua filha querida crescendo, se independendo e pouco a pouco caminhando em direção a uma vida própria e particular... Ser mãe é um pouco isso, um caminhar lento e permanente que parte da mais completa simbiose em direção à “separação amigável”, à divisão de vidas e corpos.
Quando a Teresa nasceu quem cortou o cordão umbilical foi o pai. Parto hospitalar, procedimentos hospitalares, não respeitaram o tempo do cordão parar de pulsar; foi nascer, clampear e dar para o pai cortar. Tudo bem, pelo menos o pai estava presente e pôde participar desse momento tão simbólico do nascimento.
No nascimento do João quem esteve presente no momento do parto foi justamente sua irmã, o papai não conseguiu ser avisado a tempo.
Parto domiciliar, altamente humanizado, de profundo respeito à chegada desse novo ser ao mundo. Esperamos o cordão parar de pulsar; por mais de meia hora, acho eu, segurei meu menino nos braços sentindo o cordão que o ligava em mim passando no meio das minhas pernas.
Coloquei o bebê para mamar e assim ajudar as contrações uterinas que se reiniciam para a expulsão da placenta. Eis que é chegada a hora de cortar o cordão, e o papai não está... Sendo assim, cabe a quem o ato? Cabe a mim, cabe à mãe que sofre internamente durante toda sua vida – umas mais, outras menos – com a inevitável e também desejável separação do filho de si mesma.
O nascimento é, assim, o começo de uma separação, uma separação necessária para se desenvolver uma relação saudável e respeitosa dentro de uma família. Separamo-nos para nos mantermos unidos, para nos enxergarmos uns aos outros, para nos completarmos; é importante e desejável esta separação, pois o “amor apego aprisiona, mas o amor que liberta vivifica” (Seicho-no-ie).
2 comentários:
que texto lindo! que bom gosto ao encontar o jeito de dizer as coisas: muito emocionante, muito! amor!
bjos da flavita
Nós te amamos!!!
Ass. Fi
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