Ela adora pegar ônibus. Acho que é por causa do papo que muitas pessoas levam com ela.
Uma olhada por alto neste Teresa Social Club e no antigo TSC do Jornar dará a qualquer um essa impressão: Tetê é pura, doce, ótima e competente comunicação. A molequinha gosta de falar, e presta atenção em tudo o que escuta.Descemos no primeiro ponto da Consolação, no cruzamento com o final da Paulista, e andamos até a Praça Marechal Cordeiro. Logo no farol da Angélica, vendo aquele monumento colorido, Tetê já solta um "Vamos escorregar ali??". Ela falava sério.
Teresoca desce a Rua Itápolis, recolhendo flores para a Mamãe, a Vovó, o Vovô, a Catarina...
E descemos a Itápolis, em direção ao Templo do Futebol. E como quem já tivesse feito muito isso, a menina acompanhou o Pai pelo atalho, pelo escadão que cruza a Itaquera e chega na Capivari, andamos ao longo da continuação da Itápolis na reta das portas para a Arquibancada, até descer a rampa da Praça. Por todo esse caminho, Teresa falava e falava. E cantava, músicas dela e do Corinthians.
Pedia colo dizendo "minha perna não agüenta mais, Papai".
Entramos no Estádio muito antes de todo mundo. Teresa pôde contemplar a Arquibancada sendo ocupada, com faixas, muita gente, e as baterias das torcidas. Expliquei que nos foram tiradas as bandeiras, para que ela pudesse inaugurar em seus pensamentos a idéia das bandeiras nas Arquibancadas. E quando os gritos começaram, antes até de os hermanos subirem ao campo para um aquecimento, Teresa já se soltou. Pulou, brincou e tirou a camisa (afinal via todo mundo fazendo o mesmo), pois ainda estava sol. Pediu a banana que havíamos levado, pediu a bolacha, pediu pipoca que o vendedor trazia, pediu sorvete... E comemos as balinhas de mastigar que ela tanto gosta. Isso tudo durante uma hora e tanto, ela me perguntava coisas, falava outras tantas e parecia que ali, o
Templo Sagrado do Pacaembu, dela já conhecido, agora com muito mais gente do que ela já havia visto, era sua própria casa.
E os jogadores subiram, cada um sendo ovacionado, com direito a um pentelho no megafone a gritar os nomes. O olhar de encanto da menininha com aquela multidão aglomerada abaixo dela é a coisa mais linda de um Estádio de futebol.
Na verdade, eu realizei ontem o presente que havia pedido ao papai-noel...
Só não entramos de cavalinho porque Teresa tem medo (é, ela tem medo!). Disse "no colo também é altão, né Papai??".
E começou o jogo, começou uma chuva de todos os lados, e a minha idéia de ficar no último degrau, para poder deixar Tetê sentada na sombra, num coberto para garôas, foi pras cucuia.
Num instante o povo todo subiu e se aglomerou. Peguei a menina no colo. Daí a chuva começou a vir de frente, de lado, e só não veio de trás porque estávamos no trecho das lanchonetes, onde o espaço é maior.
E naquela aglomeração, fomos indo cada vez mais pra trás. O jogo parou também. E quando recomeçou, e a chuva havia dado um trégua na intensidade, sem ter parado ainda, cheguei atrás de todos, aproveitando a altura acima da média para assistir as belas jogadas do Timão.
E quando olho a menina estava capotada, com a cabeça no meu ombro e os olhos, ainda abertos, com um olhar para o nada. Dormiu. Dormiu, dormiu, dormiu. Explosão de grito de gol. E ela dormindo. Outra explosão, e a menina dormindo. Fiel Torcida cantava, e a menina dormia.
No intervalo, a chuva já havia parado, voltei para o mesmo lugar de antes, e arrumei o meu lugar para ficar sentado com a moleca no colo.
E a menina dormia. "E se ela mijar?...", pensei. E abri minhas pernas, deixando as perninhas dela abertas, no que a cachoeira desceu sem dó pelo degrau da Arquibancada, no mesmo instante...
Ela inaugurava seu calçãozinho do Corinthians. E em sua própria casa, durante um belo cochilo ao som das canções "de ninar" da Fiel Torcida...
E logo depois ela acordou, choramingosa. Troquei, e coloquei uma calça nela. E fiquei de pé, em frente a ela, cantando e vendo o Coringão no primeiro pega-pra-capá do ano. Quando olho pra trás, ela está chorando. Pergunto e ela diz "você não tava me ouvindo..."!
Ela só queria uma balinha de mastigar...
E no último gol, peguei ela no colo e ela viu a Festa Corinthiana, do alto do colo do Papai. Aliás a menina é pé-quente. O primeiro jogo que ela foi, do Timão profissional, teve o placar elástico de 5 a 1 para nós.
Maloquerage com o tradicional picolé de limão, antes da tempestade
Depóis disso tudo, sob uma garôa, no colo do Papai, Tetê foi pela Avenida Pacaembu, Itamarati e Paraguaçu até a casa do Vovô, da Vovó, da Xica, da Madrinha e se sua prima lindíssima. Um sábado belíssimo!
3 comentários:
Q maximo!
O sonho do meu marido é levar as crianças no estadio um dia para ver o Timão...ainda vai se realizar...rsss
E a menina é pé quente mesmo hein?
5 gols!!!
Timão eo, Timão eo!
RO, qdo vcs vierem pro Brasil vamos combinar de irmos juntos ao estádio!!!
bjs
ai, meu marido tem como maior sonho levar as crianças num jogo do corinthians.
eu não tenho paciência pra futebol.... hauhauahauahauahuauaa
mas vou por amor, quando der... hauahuahauahauahuahauahauah
como eles são lindos, pauleca!
beijo
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