domingo, 6 de abril de 2008

Domingueira

E fomos no sábado na Fnac Pinheiros, pois a Mamãe conta história lá todo sábado.
Foi tudo melhor impossível, chegamos lá pelas 16h, e fiquei com a Princesa linda pra lá e pra cá. Até que, vendo um festival de jazz no home teather, e vendo que a menininha queria mesmo era dar um brake, sentamos ali num sofá daqueles. Ela, no meu colo, tratou de se aconchegar. Me restou a opção de me afogar e entortar as costas naquele sofazinho. Como Pai, que risco há nisso? Deitei, meio torto, mas aconchegado com a pequena.
Não deu acho que nem dois minutos, pois o Jazz estava bom e eu me desliguei da menininha que já desligava. Quando vi já até suava no cangotinho engruvinhado de pescoço torto, na hora em que ajeitei a cabeça dela no meu peito, e ela ficou reta, dorminho, mole e linda.
Aproveitei pra observar aquelas mãozinhas lindas, que parece com as da Bisavó Ziza, com as do Vô André Gordão e com as da Tia Flavita. Mãos lindas, desenhadas, com as ranhuras das dobras dos dedos (os nós dos dedos) mais parecendo enfeites. É uma raríssima impressão a se ter de uma mão, não é? O torneamento das bases dos dedos são gordinhas, mas lindas e muito bem formadas, de forma que os montinhos, onde os dedos se juntam às mãos, ficam com aquele furinho charmoso, que a grandessíssima maioria das crianças tem.
Eu, como alguém que teve a honra e o prazer imensurável de ver a Teresa nascer, digo que logo naquele momento (o nascer) algo que me impressionou muito nela foram as mãos. Daí de, nessa tarde com ela em meu peito, eu querer observar dela as mãos.
Quando aprendeu o Tra-la la-la la-la (quem sabe, sabe do que se trata...), girava as mãos habilidosa e plasticamente, mas só porque as mãos são de fato "artísticas" (e ela tinha uns cinco, seis meses apenas).
Ela dormiu mais de meia hora, até que tive que acordá-la para assistirmos a Mãe e a Tia Silvinha contar história. A queridíssima Prima Catarina também foi, com a Mamãe Mari.

Depois de toda a apresentação Teresa ficou ali no meio, com a Tata e a criançada, lendo livro e se relacionando. Muito bem, por sinal. Conversou com um menininho mais velho, mas bem pouquinho. Falou com uma meninha que, acho eu, era um pouco mais velha, e com ela se deu bem. Mas uma determinada menininha foi problema. Já haviam disputado um livrinho, que ali costuma ficar largado no chão. Mas disputavam um livrinho-pianinho, e Teresa ia levar. O outro pai, o pai da outra menininha, da idade da Terê ou um pouco mais novinha, estava do lado da menina, mas virado pro lado inverso. Ele não fez nada. Nessa hora Tetê estava aos cuidados da Mari, que não sabia o que fazer com uma Tata e uma Tetê chorando ensandecida quase levando o livrinho. Nessa hora o outro pai segurou a mãozinha da filhinha (segurando o livrinho junto).
Eu cheguei e, vendo que a Teresa não largava de jeito nenhum (a menina é fortíssima, acreditem. É difícil levar um cabo-de-guerra com ela) resolvi encerrar o papo: Ali ninguém ia levar nada. Arranquei o livrinho das mãozinhas (a da Teresa é maravilhosa...) e disse: Se é pra brigar, ninguém leva coisa nenhuma aqui, tá entendendo, rapaziada?
A criançada, num choro tremendo, desconcertou. O pai bundão da menininha quase soltou um suspiro de alívio. Mas daí precisei me desfazer do livro, taquei longe. Nesse meio tempo me bateu uma dúvida.
É que a menininha, que ia perder (Teresa estava prestes a, mesmo à força, levar o livro de vencido), foi pro colo do pai bunda-mole, enquanto Teresa amargava uma derrota no choro sozinha. Eu cheguei o mais rápido que pude, mas esses segundos de solidão da Princesa, causados pelo próprio Pai, renderam meia hora a mais de choro desnecessário.
Devia ou não devia ter deixado Teresa arrancar da mãozinha frágil de uma menininha mimadinha, que vai crescer errado do ponto de vista dos costumes e da bundamolescência, sendo que a Princesa foi quem saiu perdendo o livro, mesmo Mamãe e eu explicando pra ela que ela teria sido muito mais legal se cedesse o brinquedo pra outra criança que fazia tanta questão assim?
Conquistaria uma amiga. Brigando e disputando a coisa (mesmo que ela leve. E ia levar, mas o Papai aqui resolveu dar lição de moral, que a outra menininha, a do pai bunda-mole, não terá nunca, e vai crescer toda patricinha, chata, complexada quando perceber que nada é fácil nessa vida, principalmente quando se tem fraqueza de formação) ela só vai afastar os amigos de perto. É coisa lógica que criança inteligente logo entende. Resolve até o momento em que, como criança, esquece disso...

E hoje acordamos com essa Queridíssima em nossa cama. Feliz, como a maioria das vezes. Linda como sempre. E fomos na casa da Mari pra almoçar com o Vovô, que voltou hoje para o Rio. Brincou com a prima Tata, comeu, brincou com o Vô, e com a Tata que não largava o Vô...
E precisávamos ir até a casa do Vi pra deixar o moisézinho que Samantha emprestara pra Teresa no começo da vida dela. É uma coisa linda ver como o Vi trata a Teresa como uma amiga queridíssima. E como a recíproca é verdadeira.
Tiram sarro de pai de filha, que ele teria ciúme, e não sei quê. Meus caros, eu quando vejo Teresa pentelhando o Vinicius, acho uma coisa linda. Eu sei que ele tem sete anos, a vida reserva surpresa, e tudo o mais. Mas o moleque é lindo, é Corinthiano, gente boa demais, os sogros são maravilhosos, Teresa estaria feita...

Voltamos pra casa, dei banho nela e pus pra dormir. Suave...
Mamãe foi às compras. Com o João (?) na barriga. Teresa já o chama de João... e faz tempo.

"Lógica elementar"

Papai: Como você sabe qual
é o Felipe e qual é o Bruno?

Princesa Teresa: Um é o
Felipe. O outro é o Bruno.

(são os dois irmãos já citados)

6 comentários:

Anônimo disse...

PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estava com muitas saudades das notícias diárias de Tetê e já me sentia uma presidente orfã.
Agora posso acompanhar de pertinho tudo o que rola com a Princesa e seus súditos.
Mil beijos
Presidente

Talita González disse...

A Tetê, se eu fizer um gráfico da malandragem mirim, estaria num bom nível. Vou providenciar e te mando, Fifo!

Filipe disse...

Caríssima Denise: Acompanhar TUDO o que rola, de fato!!!

Caríssima Tagliaci: Demorou. Faz o gráfico da Tata, também, com base na espiadela na uva da Tetê na foto com o Vovôzão.

Anônimo disse...

Isso sim é que é pai (coruja!!!!!!!!!)
Adoreia a parte do "tá entendendo, rapaziada?" Hahahahahaha, demais!!!
Saudadonas da Teresoca e de todo mundo!!!
bjao

VAn

Anônimo disse...

e isso sim é que é filha, né, Van? ela bem que merece um blog só dela e das cores preferidas no momento.É só perguntar que ela tem a resposta na ponta da lingua: "minhas cores peferidas são rosa e roxo" (sim, ela conjuga o verbo corretamente)
bjs da mamãe tb coruja....

Anônimo disse...

Eu sei o que ela quis dizer com isso: criança vai muito além das aparências... a energia que cada um dos irmãos transmite é diferente e única e, Tetê sabe identificar qual é qual porque convive com eles. Você também sabia, até de costas, qual era o Ivan e qual era o Cesinha. Beijo. Tia Flavita.