A Princesa Teresa é uma menininha que se comunica. Ela dá o que falar.E até cria o que fala, como toda criança saudável e brincalhona.
Além de falar outras línguas, pois vê isso nos vídeos que assiste, tem uma professora na escola que vai na hora e dia determinado à classe apenas para falar inglês com um boneco.
E Teresa volta pra casa cantando e falando seu 'inguêis'.
Mas os neologismos os quais me refiro são, por exemplo, "repentando". Que é 'repintar', mas ao jeito dela. E outros que vocês poderão lembrar e escrever no comentário.
Ela já desenha uma pessoinha; faz o corpo, os braços, cabelo, pernas e os dois olhos.
Ela estava a "repentar" este desenho. E depois de pronto veio para mim "ó, pai, repentei pa você".
(Para todos, mais uma foto da pequena Rebeca recebendo visita e carinho da primona Teresa)
(Para todos, mais uma foto da pequena Rebeca recebendo visita e carinho da primona Teresa)
Teresoca até muito pouco tempo atrás só desenhava rabiscos, como estes ao lado.
É perceptível a total liberdade do traço; ele não quer dizer nada a não ser pura expressão.
Claro, não tão pura como se quereria fazer crer, pois leva em conta todos os conflitos que uma pessoinha de quase três anos pode "sofrer".
E estes, ao lado, são os mais puros e sublimes rabiscos, de uma expressão impressionante, ainda mais quando se vê fazendo.
Ela sabe muito bem o que está a desenhar antes mesmo de acabar.
E isso se torna óbvio a cada dia que passa. Faz poucos dias, ela começou a conseguir fechar um círculo, o que é um avanço extraordinário. Claro, um círculo disforme, mas um círculo.
E ficou desenhando círculos durante alguns dias, até que saiu com um corpo de uma pessoa, segundo a sua criatividade.
E ficou desenhando círculos durante alguns dias, até que saiu com um corpo de uma pessoa, segundo a sua criatividade.E segundo a sua expressão, era um homem cantando.
Vemos ao lado uma sátira minha, e abaixo o homem (círculo com duas bolinhas significando os olhos) com sua perna e braços, "repentado" posteriormente com diversos borrões coloridos, e com colagem.
Dessa forma, ela não só sabe o que está fazendo, como começa a criar um perspectivismo inerente à sua percepção de mundo.
Um "homem cantando" não é um conceito, mas para ela é muito mais que isso.
É aquilo anterior ao conceito, é o observar puro da matéria em ação. É, portanto, mais que uma idéia. Dirão que "é a coisa em si" na mente dela. Sim, de fato o é, mas não se pode por isso entender que a criança não veja a idéia enquanto um 'constructo'.
E, na levada desses dias de aprendizado e conquistas para a menininha, afinal os três anos de idade já quase se completam, ela fecha o círculo com coordenação vibrante, e faz os raios de sol, copiando de figuras previamente percebidas, e guardadas na memória que é extensa.
E aí está esse sol, com um "núcleo", proposital, dentro dele.
Ao redor, rabiscos posteriores ao sol, compondo uma arte infantil belíssima.
E o perspectivismo se refinará quando ela entende a estrela como sendo um sol menor, e assim representa na folha de papel, como vemos ao lado.
Conta a Mamãe, que estava no ato do desenho, que o primeiro rabisco são aqueles traços na parte inferior da folha que convergem para um centro.
Na verdade, eles partiram do centro, e a menininha exclamou "Tá grande, né, deixa eu fazer de novo".
Na verdade, eles partiram do centro, e a menininha exclamou "Tá grande, né, deixa eu fazer de novo".Então levou a representação a uma escala menor, fazendo bolinhas, de onde partiam pequenos raios.
Nesta folha, o resto dos rabiscos são posteriores e apenas mais expressões da gigantesca Alma dessa menininha linda.
Eis que, enfim, ela acaba por reconhecer o nome, o nome dos colegas, as letras dos nomes de todo mundo, e conhece o suficiente para começar a representar letras.
Pois é, nem mesmo completou seus três anos, Teresa já sabe como se faz o "T" de Teresa.
Ela conhece, já, intuitivamente. E, sabemos, conhecendo neste nível tal coisa, é porque o domínio racional transcendeu a coisa conhecida.
Na folha ao lado, são os dois traços superiores, um horizontal e outro vertical. 
Foi feito depois de a Mamãe fazer a cruz verde no meio para a esquerda, e perguntar "Isso é um "T", Teresa?"; "Não, Mãe, é assim", e fez.

Foi feito depois de a Mamãe fazer a cruz verde no meio para a esquerda, e perguntar "Isso é um "T", Teresa?"; "Não, Mãe, é assim", e fez. Ela faz o "T".
E no centro superior, deitado do nosso ponto vista, também verde, no meio de um quadrado, está um 7, com traço no meio e tudo.
E ao lado dele, outro "T".
Entre eles, outro círculo com um borrão dentro.
É muita e sábia expressão, não é?
Pois então fiquem agora com o que ela escreveu.
Sim, escreveu.
Ou só eu vejo que aqui à minha direita, nesse papelzinho, está escrito "Mamãe"?


2 comentários:
agora ela "assina" seus desenhos com um verdadeiro "T" de Teresa. Qdo ela me mostra o desenho que acabou de fazer eu pergunto "E vc não vai por o seu nome?", ao que ela responde que sim e volta pra sua mesinha pra assinar sua obra.
Outro dia viu escrito "Tete" e disse que estava escrito "Teresa". Daí eu falei que não, que estava escrito "Tete". Ela parou, observou melhor e comentou "Mãe, aqui tem dois Ts, né? Por que tem dois Ts?" Qdo eu disse que estava escrito "Te-te", ela só observou, atentamente...
Ah! e tem um quebra cabeças de madeira que é um caracol colorido. Até adulto apanha pra montar esse bendito. Não é que a menininha desenvolveu SOZINHA (juro que eu nunca a ensinei!) uma sequencia infalível pra montar ele todo!!! é de cair o queixo....
É de cair o queixo...
Ela começou a fazer o "A" também.
Está rapidinha essa Piriquitinha.
E os desenhos??? Cada vez um traço novo...
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